THIS PLACE TRIES TO SHOW US THAT LEARNING MORE IS POSSIBLE!

CRÔNICAS E AFINS…

Foi uma sugestão de uma grande amiga. Que admiro muito pela garra e energia positiva com que desempenha as funções de profissional, educadora, mãe, esposa e dona de casa! Aff!!! Provando assim que, nós mulheres, somos realmente um grande e abençoado exército! – Salmo 68:11 Valeu Nadia!!!

Aula de Inglês

Rubem Braga

—  Is this an elephant? Minha tendência imediata foi responder que não; mas a gente não deve se deixar levar pelo primeiro impulso. Um rápido olhar que lancei à professora bastou para ver que ela falava com seriedade, e tinha o ar de quem propõe um grave problema. Em vista disso, examinei com a maior atenção o objeto que ela me apresentava. Não tinha nenhuma tromba visível, de onde uma pessoa leviana poderia concluir às pressas que não se tratava de um elefante. Mas se tirarmos a tromba a um elefante, nem por isso deixa ele de ser um elefante; mesmo que morra em conseqüência da brutal operação, continua a ser um elefante; continua, pois um elefante morto é, em princípio, tão elefante como qualquer outro. Refletindo nisso, lembrei-me de averiguar se aquilo tinha quatro patas, quatro grossas patas, como costumam ter os elefantes. Não tinha. Tampouco consegui descobrir o pequeno rabo que caracteriza o grande animal e que, às vezes, como já notei em um circo, ele costuma abanar com uma graça infantil. Terminadas as minhas observações, voltei-me para a professora e disse convincentemente: —  No, it’s not! Ela soltou um pequeno suspiro, satisfeita: a demora de minha resposta a havia deixado apreensiva. Imediatamente perguntou: —  Is it a book? Sorri da pergunta: tenho vivido uma parte de minha vida no meio de livros, conheço livros, lido com livros, sou capaz de distinguir um livro a primeira vista no meio de quaisquer outros objetos, sejam eles garrafas, tijolos ou cerejas maduras — sejam quais forem. Aquilo não era um livro, e mesmo supondo que houvesse livros encadernados em louça, aquilo não seria um deles: não parecia de modo algum um livro. Minha resposta demorou no máximo dois segundos: —  No, it’s not! Tive o prazer de vê-la novamente satisfeita — mas só por alguns segundos. Aquela mulher era um desses espíritos insaciáveis que estão sempre a se propor questões, e se debruçam com uma curiosidade aflita sobre a natureza das coisas. —  Is it a handkerchief? Fiquei muito perturbado com essa pergunta. Para dizer a verdade, não sabia o que poderia ser um handkerchief; talvez fosse hipoteca… Não, hipoteca não. Por que haveria de ser hipoteca? Handkerchief! Era uma palavra sem a menor sombra de dúvida antipática; talvez fosse chefe de serviço ou relógio de pulso ou ainda, e muito provavelmente, enxaqueca. Fosse como fosse, respondi impávido: —  No, it’s not! Minhas palavras soaram alto, com certa violência, pois me repugnava admitir que aquilo ou qualquer outra coisa nos meus arredores pudesse ser um handkerchief. Ela então voltou a fazer uma pergunta. Desta vez, porém, a pergunta foi precedida de um certo olhar em que havia uma luz de malícia, uma espécie de insinuação, um longínquo toque de desafio. Sua voz era mais lenta que das outras vezes; não sou completamente ignorante em psicologia feminina, e antes dela abrir a boca eu já tinha a certeza de que se tratava de uma palavra decisiva. —  Is it an ash-tray? Uma grande alegria me inundou a alma. Em primeiro lugar porque eu sei o que é um ash-tray: um ash-tray é um cinzeiro. Em segundo lugar porque, fitando o objeto que ela me apresentava, notei uma extraordinária semelhança entre ele e um ash-tray.  Era um objeto de louça de forma oval, com cerca de 13 centímetros de comprimento. As bordas eram da altura aproximada de um centímetro, e nelas havia reentrâncias curvas — duas ou três — na parte superior. Na depressão central, uma espécie de bacia delimitada por essas bordas, havia um pequeno pedaço de cigarro fumado (uma bagana) e, aqui e ali, cinzas esparsas, além de um palito de fósforos já riscado. Respondi: —  Yes! O que sucedeu então foi indescritível. A boa senhora teve o rosto completamente iluminado por onda de alegria; os olhos brilhavam — vitória! vitória! — e um largo sorriso desabrochou rapidamente nos lábios havia pouco franzidos pela meditação triste e inquieta.  Ergueu-se um pouco da cadeira e não se pôde impedir de estender o braço e me bater no ombro, ao mesmo tempo que exclamava, muito excitada: —  Very well!  Very well! Sou um homem de natural tímido, e ainda mais no lidar com mulheres. A efusão com que ela festejava minha vitória me perturbou; tive um susto, senti vergonha e muito orgulho. Retirei-me imensamente satisfeito daquela primeira aula; andei na rua com passo firme e ao ver, na vitrine de uma loja,alguns belos cachimbos ingleses, tive mesmo a tentação de comprar um. Certamente teria entabulado uma longa conversação com o embaixador britânico, se o encontrasse naquele momento. Eu tiraria o cachimbo da boca e lhe diria: —  It’s not an ash-tray! E ele na certa ficaria muito satisfeito por ver que eu sabia falar inglês, pois deve ser sempre agradável a um embaixador ver que sua língua natal começa a ser versada pelas pessoas de boa-fé do país junto a cujo governo é acreditado.

Maio, 1945

A crônica acima foi extraída do livro “Um pé de milho”, Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1964, pág. 33.

http://www.walmart.com.br/arquivos/ids/693409

http://www.walmart.com.br/arquivos/ids/693409 Acesso em 27 de setembro de 2012.

My time is so short today!!!

But I will post activities to this text. Soon…

Kisses

                                                                                                                    Retrocesso

O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia

uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de

plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a

outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras,

números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala,

tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem

com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma

experiência errada.

O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador

tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A

máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos

cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam

exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos

segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo

que botões apertar.)

— Fantástico! — comentou o visitante.

— Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação.

Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada

grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos

infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus

sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro

robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os

braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto

numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança,

consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda

professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula.

— Fantástico! — repetiu o visitante.

— Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.

— Mas me diga uma coisa… — começou a dizer o visitante.

— Sim?

— Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho

pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.

— Exatamente.

— Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô?

Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência.

— Isso — explicou — seria um retrocesso.

— Por quê?

— Estaríamos de volta ao ser humano.

E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.

Luís Fernando Veríssimo. In Nova Escola. São Paulo. Abril, out. 1990. p.19

(http://behance.vo.llnwd.net/profiles18/1050409/projects/4128703/0f017eed86a6fe83357ee4ad0d1a4a28.jpg)

Felicidade clandestina

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

(Clarice Lispector – O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996.)

Show de horrores

                                         Thalita Rebouças

Fui ver o incrível Pilobolus, um grupo de dança americano formado por seis bailarinos que fazem miséria no palco. Uma coisa meio Deborah Colker, meio Cirque du Soleil. Uma aventura visual única, uma ode ao talento e à criatividade. E à leveza, e à precisão. E à perfeição. Fiquei pasma. O problema é que além dos bailarinos, a plateia me deixou boquiaberta. Para meu espanto, as pessoas falavam alto sem cerimônia, como se estivessem na sala de casa ou, pior, numa mesa de bar.

– Isso não é balé, é contorcionismo – disse a pessoa sentada na minha frente para sua vizinha de cadeira.

– Ah, mas é bonito. E tudo o que é bonito é bom de ver. Deixa de reclamar, como você gosta de reclamar.

– Shhh! – fiz acompanhada de outros incomodados como eu.

– Que corpo esse bailarino tem, hein? Ah, eu com dez anos a menos… – confidenciou uma outra espectadora, sentada na fila de trás.

– Deixa disso, você nunca gostou de homens bonitos! E esse é um pedaço de mau caminho – discordou a amiga, no mesmo tom de conversa de botequim da outra.

– Será que aqui não tem garçom? Queria pedir gelo pro meu refrigerante. Tá uma porcaria – reclamou um cara sentado bem perto de mim.

Fiquei impressionada com a falta de educação. E com a falta de respeito com os artistas. Meu Deus! Onde foram parar os bons modos? Teatro e cinema não são lugares para bater papo! Que vergonha ver adultos se portarem tão mal!

E que vergonha do Vivo Rio, que não está preparado para receber uma companhia do quilate de Pilobolus. O barulho que vinha da cozinha era irritante, desrespeitoso, um acinte. E alto. Como tudo ali na plateia.

Saí de lá embasbacada com o espetáculo que vi no palco e com o show de horrores protagonizado pela falta de educação. Que da próxima vez os bailarinos tenham um local mais digno de seu talento para se apresentarem, como o Municipal ou o João Caetano, por exemplo. Infelizmente não posso fazer nada em relação aos adultos mal-educados. Ao contrário das crianças, que têm uma vida inteira para aprender boas maneiras, adultos já estão formados e dificilmente enxergam seus erros.

Fica aqui meu protesto e meu desabafo. Educação é artigo precioso em qualquer plateia, de qualquer espetáculo. Não, mais que isso: educação é fundamental na vida.

http://thalita-reboucas.blogspot.com.br/2009/05/show-de-horrores.html – Acesso em 19 de setembro de 2012.

Pilobolus – grupo de dança americano.

Deborah Colker – fundadora da companhia de dança Deborah Colker exclusivamente patrocinada pela Petrobrás.

 

 

 

Tema 3 – Reconstrução da textualidade.

H 11 – Identificar a tese explícita em um texto argumentativo.

H 12 – Estabelecer relações entre segmentos de um texto, identificando o antecedente de um pronome oblíquo.

H 13 – Estabelecer relações de causa/consequência entre informações explícitas distribuídas ao longo de um texto.

H 14 – Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conjunções ou advérbios identificando um exemplo do texto que possa ilustrar essa relação.

H 15 – Distinguir um fato da opinião explícita enunciada em relação a esse mesmo fato, em segmentos descontínuos de um texto.

Após a leitura do texto, responda às questões:

 

H 11 – Identificar a tese explícita em um texto argumentativo.

 

1) Podemos afirmar que a opinião expressa pelo narrador do texto é

a) A falta de educação e respeito dos bailarinos.

b) Bailarinos devem ter um local digno para suas apresentações.

c) O barulho da vindo da cozinha era irritante.

d) Educação é fundamental na vida, inclusive em uma apresentação artística.

H 12 – Estabelecer relações entre segmentos de um texto, identificando o antecedente de um pronome oblíquo.

 

2) Na frase “O problema é que além dos bailarinos, a plateia me deixou boquiaberta.” – o pronome grifado, refere-se

a) Ao grupo de dança Pilobolus.

b) À Plateia.

c) Ao  narrador.

d) À espectadora da fila de trás.

H 13 – Estabelecer relações de causa/consequência entre informações explícitas distribuídas ao longo de um texto.

3) Segundo o narrador, o espetáculo foi um show de horrores porque

a) Na plateia tinha homens bonitos.

b) A senhora da fileira de trás não gosta de homens bonitos.

c) O público demonstrou falta de educação.

d) Não tinha garçon para levar gelo.

H 14 – Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conjunções ou advérbios, identificando um exemplo do texto que possa ilustrar essa relação.

4) Os vocábulos grifados no texto (aqui,ali,lá), indicam

a) Dúvida

b) Intensidade

c)Tempo

d) Lugar

H 15- Distinguir um fato da opinião explicita enunciada em relação a esse mesmo fato, em segmentos descontínuos de um texto.

5) Qual das frases retiradas do texto apresenta uma opinião do narrador?

a) Fui ver o incrível Pilobolus, um grupo de dança americano…

b) …educação é fundamental na vida.

c) Que corpo esse bailarino tem, hein?

d) Queria pedir gelo pro meu refrigerante.

O lixo
Luís Fernando Veríssimo
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
– Bom dia…
– Bom dia.
– A senhora é do 610.
– E o senhor do 612
– É.
– Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente…
– Pois é…
– Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo…
– O meu quê?
– O seu lixo.
– Ah…
– Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena…
– Na verdade sou só eu.
– Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
– É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar…
– Entendo.
– A senhora também…
– Me chame de você.
– Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim…
– É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra…
– A senhora… Você não tem família?
– Tenho, mas não aqui.
– No Espírito Santo.
– Como é que você sabe?
– Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
– É. Mamãe escreve todas as semanas.
– Ela é professora?
– Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
– Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
– O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
– Pois é…
– No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
– É.
– Más notícias?
– Meu pai. Morreu.
– Sinto muito.
– Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
– Foi por isso que você recomeçou a fumar?
– Como é que você sabe?
– De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
– É verdade. Mas consegui parar outra vez.
– Eu, graças a Deus, nunca fumei.
– Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo…
– Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou.
– Você brigou com o namorado, certo?
– Isso você também descobriu no lixo?
– Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
– É, chorei bastante, mas já passou.
– Mas hoje ainda tem uns lencinhos…
– É que eu estou com um pouco de coriza.
– Ah.
– Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
– É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
– Namorada?
– Não.
– Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
– Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
– Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
– Você já está analisando o meu lixo!
– Não posso negar que o seu lixo me interessou.
– Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
– Não! Você viu meus poemas?
– Vi e gostei muito.
– Mas são muito ruins!
– Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
– Se eu soubesse que você ia ler…
– Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
– Acho que não. Lixo é domínio público.
– Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
– Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que…
– Ontem, no seu lixo…
– O quê?
– Me enganei, ou eram cascas de camarão?
– Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
– Eu adoro camarão.
– Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode…
– Jantar juntos?
– É.
– Não quero dar trabalho.
– Trabalho nenhum.
– Vai sujar a sua cozinha?
– Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
– No seu lixo ou no meu?

COMPREENDENDO  O TEXTO

A crônica é um gênero textual que traz, explícita ou implicitamente, uma crítica a algum aspecto da vida em sociedade. Em relação à crônica “O lixo” , de Veríssimo, qual a crítica presente?
3) Onde aconteceu o primeiro encontro dos personagens?
4) No início do diálogo, os personagens se cumprimentam e, em seguida, iniciam uma conversa.
a) Qual é a forma de tratamento usada por eles?
b) Que palavra representa essa forma de tratamento?
5) A conversa entre os personagens continua. A senhora do 610 diz: “Me chame de você”.
a) Qual foi a mudança ocorrida quanto a forma de tratamento?
b) Qual a palavra que aponta para essa mudança?
c) Quanto ao uso do pronome “me” na frase acima, ele está de acordo com a variedade padrão ou não? Justifique sua resposta.
4) Qual a estratégia utilizada pela senhora do 610 para saber se o senhor do 612 tem família ou não?
5) Por meio dos objetos jogados no lixo pelos personagens podemos levantar hipóteses quanto à condição social deles. Qual é a condição social de cada um? Justifique sua resposta com elementos do texto.
6) Como o senhor do 612 descobriu que a senhora do 610 tinha parentes no Espírito Santo? Quem é o parente distante da senhora? O que mais ele descobriu sobre essa pessoa (parente)?
7) Em “Isso é incrível!! Como foi que você adivinhou?”, o elemento destacado retoma qual ideia?
8) De acordo com a crônica, os elementos abaixo fazem com que cada personagem chegue a uma conclusão. Aponte a conclusão a que cada um chegou a partir dos elementos:
a) telegrama amassado:
b) carteira de cigarro amassadas:
c) vidrinhos de comprimidos
d) buquê de flores:
e) palavras cruzadas:
f) fotografia:
9) Em “Você brigou com o namorado, certo?”, o senhor do 612 conclui que a senhora do 610 havia terminado com o namorado. Descreva os passos do raciocínio do homem para alcançar essa conclusão.
10) Toda a conversa revela um drama muito comum entre os habitantes das grandes cidades. Que drama é esse?
Produção textual
Releia o final da crônica “O lixo” de Veríssimo: Escreva um pequeno diálogo dando continuidade deste encontro entre o senhor do 612 e a senhora do 610.

http://chaodeestrelascassilandia.blogspot.com.br/2012/03/cronica-o-lixo-luis-fernando-verissimo.html acesso em 27 de setembro de 2012

Eis um excelente vídeo a ser apresentado antes ou após a leitura da crônica acima.

http://amigosdaeducacao.com/fabulas-infantis-o-rato-do-mato-e-o-rato-da-cidade.html Acesso em 10 de outubro de 2012.

Luiz Henrique Gurgel

Ela se assustou ao me ver correndo em sua direção. Mal soara o sinal do intervalo e disparei para a sala em que ela estava, para dar a notícia em primeira mão. Eu desviava dos alunos, saindo esbaforidos para o corredor estreito rumo ao pátio.

“Lili! Lili! Eu vou fazer Letras! Quero ser igual a você!”.

A cara da minha ex-professora de língua portuguesa e literatura nos três anos do ensino médio era de espanto. Pareceu sentir um travo na garganta e gaguejou com falsa indignação: “Você tá louca, menina! Não! Pelo amor de Deus! Vá fazer Economia, Direito. Professora, não!”.

Ouvi isso com ela me abraçando e sorrindo. Ficou comovida. Na hora veio à lembrança o verso drummondiano que ela nos recitava: “Vai Carlos! ser gauche na vida”. Eu devia ser a primeira aluna a dizer que queria ser professora por causa dela.

Lili hipnotizava. Não nos controlava com broncas ou caras feias, embora também recorresse a esses “recursos pedagógicos”. Era pela transfiguração de seu corpo e de sua voz ao ler poemas, contos, crônicas, trechos de romance, cartas e até artigos de jornal que ela nos segurava.

Éramos adolescentes e ficaríamos marcados por aquela experiência pedagógica, lúdica e literária. Lili tinha sido atriz de teatro, em seus tempos de faculdade. “Atriz das boas”, confidenciou o professor de matemática, antigo admirador platônico. No começo ninguém sabia da condição daquela estranha e simpática professora. Era uma novidade. Ao contrário do que estávamos acostumados, não ficava discorrendo gramática por todos os poros, nem percorríamos correntes literárias, suas origens, influências e autores principais, sem ver um trecho sequer daquilo que falávamos. Não, ela preferia ler para nós. Mais que isso, interpretar. Uma benção! Subia no tablado da sala e, como num palco, entrava em cena. Sem afetação, o gesto mínimo, uma folha de papel, uma revista ou um livro aberto nas mãos, caminhar ritmado de um lado a outro, voz pausada e suave, suficiente para encher a sala sem excessos: “Meu coração é um almirante louco/ que abandonou a profissão do mar/e que a vai relembrando pouco a pouco/ em casa a passear, a passear…”.

Extasiados, podíamos ouvir Drummond, Pessoa, Manuel Bandeira, Machado, Cecília Meireles, Patativa do Assaré, uma crônica de Fernando Sabino, uma carta de Clarice Lispector, de Mario Andrade ou até um artigo furibundo do jornal do bairro. Lembro mais dos poetas, claro. É que a leitura provocava um transe – “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo…” – só quebrado ao final, quando havia comentários a fazer sobre estilo, referências, diferenças de gênero etc. etc.  Então despertávamos e voltávamos para casa com vontade de ler aquilo do mesmo jeito que ela.

Não sei se provocava o mesmo efeito em todos. Lembro de colegas fascinados, Zeca, que sonhava ser médico; Clara, que queria ser advogada; Jô, que queria ser arquiteta, e eu, que não sabia o que queria.

Hoje caminho para ser uma orgulhosa Lili. Tal como ela, de leve esperança, de aérea esperança e, assim, me juntar a tantas outras espalhadas por salas de aula do Brasil. “Trago dentro do meu coração,/Como num cofre que se não pode fechar de cheio,/ Todos os lugares onde estive,/ Todos os portos a que cheguei”. Aquele porto eu já deixei, mas jamais sem esquecer o rondó da minha querida capitã.

http://escrevendo.cenpec.org.br/index.php?view=article&catid=26%3Aliteratura&id=1043%3Aa-capita-lili&option=com_content&Itemid=76 Acesso em 15 de outubro de 2012.

1. “O fim da sétima classe: a incerteza sobre quem ainda íamos encontrar no ano seguinte. As pautas já tinham saído, todos tinham passado com boas notas. Todos estavam contentes por causa das férias grandes. Eu não. (…) Chegámos à casa dos camaradas professores Ángel e Maria. O camarada professor não estava vestido com a calça militar dele, tinha uma camisa tipo “goiabera e uma calça justa. A camarada professora Maria tinha a cara toda pintada, com exagero mesmo, mas eu não queria que ninguém lhe gozasse porque vi nos olhos dela a olhar para nós que ela só queria estar bonita a disfarçar a tristeza dela”
a) Uma professora muito maluquinha, Ziraldo
b) O Retrato do Artista quando Jovem, James Joyce
c) Um pingo de chuva (Os da minha rua), Ondjaki
d) Infância, Graciliano Ramos
e) Memórias Inventadas, Manoel de Barros

2. “E ali estava, sucumbido, enxofrado, ressumando peçonha. Os olhos ensanguentavam-se, os dentes rangiam. E consertava-nos furiosamente a pronúncia, obediente a vírgulas e pontos, forçava-nos a repetir uma frase dez vezes, punha notas baixas nas escritas, rasgando o papel, farejava as contas até que o erro surgia e se publicava com estridência arrepiada. Nesse policiamento súbito acuávamos – e as folhas virgens endureciam.”

a) O Ateneu, Raul Pompeia (1888)
b) Infância, Graciliano Ramos (1945)
c) Trapo, Cristovão Tezza (1986)
d) Vastas emoções e pensamentos imperfeitos, Rubem Fonseca (1988)
e) Clara dos Anjos, Lima Barreto (1923)

3. “A gente chegava ‘- Bença, mestra’./Sentava em bancos compridos,/escorridos, sem encosto./Lia alto lições de rotina:/O velho abecedário,/lição salteada./Aprendia a soletrar./(…) Não se usava quadro-negro./As contas se faziam/em pequenas lousa/individuais./Não havia chamada/e sim o ritual/de entradas, compassadas./’- Bença, mestra…’/ (…) E a mestra?…/Está no Céu./Tem nas mãos um grande livro de ouro/e ensina a soletrar/aos anjos.”

a) Adeus ao colégio, Carlos Drummond de Andrade (poema do livro Boitempo III – Esquecer para lembrar – 1979)
b) D. Janaína, Manuel Bandeira (poema do livro Estrela da Manhã – 1936)
c) A escola da mestra Silvina, Cora Coralina (poema do livro Poemas dos becos de Goiás e estórias mais – 1965)
d) Marcas imutáveis, Elias José (poema do livro A dança das descobertas – 1982)
e) O bicho alfabeto, Paulo Leminski (do livro La vie en close – 1991)

4. – Levante-se! – ordenou o professor.
Levantou-se; o boné caiu. A classe inteira pôs-se a rir.
Ele abaixou-se para erguê-lo. Um vizinho o fez cair com uma cotovelada, mas ele tornou a erguê-lo.
– Livre-se desse boné! – disse o professor, que era um homem espirituoso.
Houve uma explosão de riso entre os alunos, embaraçando o coitado de tal forma, que ele não sabia se segurava o boné, se o deixava cair no chão ou se o punha na cabeça. Afinal sentou-se, pondo-o sobre os joelhos.
– Levante-se! – repetiu o professor – e diga-me o seu nome.
O novato articulou, com voz trêmula, um nome ininteligível.
– Diga de novo!
O mesmo murmúrio de sílabas, abafado pelas gargalhadas dos alunos.
– Mais alto! – gritou o professor – Mais alto!

a) O Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos.
b) Memórias de um Sargento de Milícias, Manuel Antonio de Almeida.
c) O Crime do Padre Amaro, Eça de Queiróz.
d) Madame Bovary, Gustav Flaubert.
e) Oliver Twist, Charles Dickens

5. “Recomeçada a aula, o professor examinou os livros dos alunos e Tom levou a sua competente surra pelo borrão na cartilha. Passada uma hora, o Sr. Dobbins tirou o livro da gaveta, deu com a página mutilada e, com a voz enraivecida, perguntou à classe:
– Quem rasgou este livro?”

a) Harry Potter e a pedra filosofal – J. K. Rowling
b) Diário de um banana – Jeff Kinney
c) Adeus, escola – Lino de Albergaria
d) O chamado de Cthulhu e outros contos – H. P. Lovecraft
e) As aventuras de Tom Sawyer – Mark Twain
Se é certo que as crianças crescem em segredo, como diz Ana Paula Tavares, de vez em quando se comprova que esse segredo espera uns anos para se desvendar amadurecido em literatura. Assim é o livro de estórias do jovem poeta e ficcionista angolano Ondjaki. Em ‘Os da minha rua’ o autor reedifica os da sua casa – da memória, do afecto, da identidade.
Em ‘Infância’, Graciliano Ramos alia memória e imaginação em uma narrativa sobre a idade. Ao retratar sua infância vivida no fim do século XIX no nordeste brasileiro como o primogênito de uma família com 15 filhos, Graciliano aborda sutilezas e aspectos velados dessa época de transição.
Primeira obra publicada pela autora, reúne 37 poemas que encantaram Drummond. Os versos de Cora contam fatos, lendas e tradições de nossa terra. Povoados de sua vivência interiorana, de seu bom humor de mulher simples, o livro desvenda revelações pessoais e sociais da vida em Goiás.
‘Madame Bovary’ trata da desesperança e do desespero de uma mulher que, sonhadora, se vê presa em um casamento insípido, com um marido de personalidade fraca, em uma cidade do interior. O romance mostra o crescente declínio da vida – interna e externa – de Emma Bovary.
Tom Sawyer é um garoto inquieto que vive numa pequena cidade do Missori, no Sul dos Estados Unidos. Certa noite, ele e o amigo Huckleberry Finn testemunham um crime brutal no cemitério do lugar. Os meninos fogem apavorados e juram nunca revelar a identidade do assassino, pois temem pela própria vida. No entanto, a culpa recai sobre um inocente – Muff Potter. Tom e Huck são os únicos que podem evitar a injustiça e livrá-lo da força. Paralelamente a esse dilema, os dois jovens vivem incríveis aventuras em busca

http://escrevendo.cenpec.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1036&Itemid=1036&limitstart=1 Acesso em 15 de outubro de 2012.

O ensino da gramática

Rubem Fonseca

 

Você está triste?

Não sei. Talvez.

Tristeza dá câncer, sabia?

Pensei que dava verruga no nariz.

Estou falando sério.

Ultimamente você vive falando sério.

Quando eu brincava você reclamava.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

Você colocou vírgula depois de mar.

Estou falando, não estou escrevendo.

Mas na sua fala tinha uma vírgula depois de mar?

Não. Você está fazendo uma análise sintática e morfológica da frase?

Na frase há o uso da figura de sintaxe chamada elipse.

Chega. É por coisas assim que eu não quero mais viver com você.

Porque eu sei gramática e você não?

Entre outras coisas.

Não gosta mais de foder comigo?

Usarei uma elipse aqui. Ou melhor, uma zeugma.

Zeugma é um substantivo masculino.

Um zeugma, então.

Significando?

Que é fácil subentender.

Subentender por que você não gosta mais de foder comigo?

Precisamente. Pensa.

Estou pensando e não consigo.

Pensa em nós dois na cama.

Você sempre se manifesta pomposamente na hora do orgasmo.

Pomposamente? Explica.

Exibição de magnificência sensual. Mímica.

Mímica?

Mímica. Muito bem-feita.

Vou fazer as malas. Diga: já vai tarde.

Já vai tarde.

E esses olhos úmidos de lágrimas?

Mímica.

Acho que vou ficar mais um pouco.

Um pouco?

Uns dias.

Dias?

Pensando bem, uns meses. Mas você me ensina gramática durante esse tempo.

Então deixa de ficar triste.

Tenho uma razão. Já estou com câncer.

Jura?

Juro. Pulmão. O cigarro.

Meu amor, vou cuidar de você.

Mas antes me ensina gramática


Texto extraído de “Axilas e outras histórias indecorosas”, de Rubem Fonseca, Editora Nova Fronteira – 2011

Conheça a vida e a obra de Rubem Fonseca na página “Biografias“.

 

 

 

Atividades elaboradas

 

Tema 01 – Reconstrução das condições de produção e recepção de textos.

9º ANO

 

H03 – Identificar os interlocutores prováveis de um texto, considerando o uso de formas verbais flexionadas no modo imperativo ou de um determinado pronome de tratamento. (GI)

 

Após uma leitura atenta do texto abaixo, diga quem é o seu público-alvo.

 

Orientações e comentários

O professor deve explicar aos seus alunos que a propaganda pretende convencer o interlocutor  a  adquirir o serviço ou produto. E para isso existem modos verbais específicos como é o caso do modo imperativo.

 

 

Para trabalhar as habilidades do uso das formas verbais flexionadas no modo imperativo, o professor pode se valer da propaganda acima que é de uma agência de viagens, ressaltando os verbos de comando (corra, aproveite, renda-se, confira, monte), para questionar os alunos:

 

1.)    Qual o tempo dos verbos destacados na propaganda?

2.)    O que eles significam?

3.)    Compare esse tempo verbal (imperativo afirmativo) com os tempos pretérito e futuro.

4.)    Com qual finalidade esse tempo verbal foi utilizado? (convencer, induzir, conselhar, instruir, ordenar?)

Tema 3 – Reconstrução da textualidade

7º ANO

Texto para as questões.

Segunda-feira, 25 de maio de 2009

Show de horrores

Fui ver o incrível Pilobolus, um grupo de dança americano formado por seis bailarinos que fazem miséria no palco. Uma coisa meio Deborah Colker, meio Cirque du Soleil. Uma aventura visual única, uma ode ao talento e à criatividade. E à leveza, e à precisão. E à perfeição. Fiquei pasma. O problema é que além dos bailarinos, a plateia me deixou boquiaberta. Para meu espanto, as pessoas falavam alto sem cerimônia, como se estivessem na sala de casa ou, pior, numa mesa de bar.

– Isso não é balé, é contorcionismo – disse a pessoa sentada na minha frente para sua vizinha de cadeira.

– Ah, mas é bonito. E tudo o que é bonito é bom de ver. Deixa de reclamar, como você gosta de reclamar.

– Shhh! – fiz acompanhada de outros incomodados como eu.

– Que corpo esse bailarino tem, hein? Ah, eu com dez anos a menos… – confidenciou uma outra espectadora, sentada na fila de trás.

– Deixa disso, você nunca gostou de homens bonitos! E esse é um pedaço de mau caminho – discordou a amiga, no mesmo tom de conversa de botequim da outra.

– Será que aqui não tem garçom? Queria pedir gelo pro meu refrigerante. Tá uma porcaria – reclamou um cara sentado bem perto de mim.

Fiquei impressionada com a falta de educação. E com a falta de respeito com os artistas. Meu Deus! Onde foram parar os bons modos? Teatro e cinema não são lugares para bater papo! Que vergonha ver adultos se portarem tão mal!

E que vergonha do Vivo Rio, que não está preparado para receber uma companhia do quilate de Pilobolus. O barulho que vinha da cozinha era irritante, desrespeitoso, um acinte. E alto. Como tudo ali na plateia.

Saí de lá embasbacada com o espetáculo que vi no palco e com o show de horrores protagonizado pela falta de educação. Que da próxima vez os bailarinos tenham um local mais digno de seu talento para se apresentarem, como o Municipal ou o João Caetano, por exemplo. Infelizmente não posso fazer nada em relação aos adultos mal-educados. Ao contrário das crianças, que têm uma vida inteira para aprender boas maneiras, adultos já estão formados e dificilmente enxergam seus erros.

Fica aqui meu protesto e meu desabafo. Educação é artigo precioso em qualquer plateia, de qualquer espetáculo. Não, mais que isso: educação é fundamental na vida.

 

 

 

H18 – Estabelecer relações entre segmentos de um texto, identificando  substituições por formas pronominais de grupos nominais de referência. (GII)

Habilidade pertencente às matrizes da 4ª série/5º ano

 

 

“O problema é que além dos bailarinos, a plateia me deixou boquiaberta.”.

 

No trecho, o pronome grifado refere-se:

a) Ao grupo de dança Pilobolus.

b) A Plateia

c) O narrador

d)  A espectadora da fila de trás.

 

Orientações e comentários

 

A atividade tem como objetivo verificar se o aluno é capaz de reconhecer as relações coesivas do texto que serve para estabelecer a continuidade textual, como os pronomes, por exemplo, que substitui nomes ou se referem a eles. Nesse caso, é feito referência ao narrador pelo uso de uma proforma pronominal anafórica.

 

Neste item foi destacado o pronome oblíquo “Me”- “O problema é que além dos bailarinos, a plateia me deixou boquiaberta”. Para  recuperar o sentido deste pronome( a Quem se refere este Me?), o aluno deve reler o contexto maior em que a frase se insere.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

H14 – Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conjunções ou advérbios, identificando um exemplo do texto que possa ilustrar essa relação. (GII)

 

Atividade

 

  1. Os vocábulos grifados no texto (aqui, ali, lá), indicam:

 

a) Dúvida

b) Intensidade

c)Tempo

d) Lugar

 

Orientações e comentários

1º Observamos que há palavraas e expressões utilizadas para estabelecer conexões entre os fatos relatados na crônica. Quais são elas

 

2º A sequencia lógica do texto depende dessas palavras ou expressões ? Por quê?

 

3º Fazer apontamentos no quadro como tópicos.

 

4º Encaminhar a discussão para que os alunos observem os parágrafos em que constem advérbios e/ou conjunções que indiquem marcas da sequencia lógica dos fatos.

 

É importante chamar a atenção para a circunstancia que estas palavras e expressões evidencia, abrir espaço para estudos posteriores sobre estas classes gramaticais.

 

Ampliar o repertório do aluno selecionando outros textos. Sugestão: “A costureira das fadas”, de Monteiro Lobato.

 

 

As atividades 2  e 3 propiciaram um momento em sala em que se reflitam sobre:

a)      Elementos coesivos presentes no texto e utilizados pelos alunos no momento do texto oral e no momento da sua progressão textual;

b)      Elementos de coerência como

c)       Exploração de alguns fatores pragmáticos de textualidade como situcionalidade, aceitabilidade, informatividade, intertextualidade;

d)      A relevância das informações selecionadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

H15- Distinguir um fato da opinião explicita enunciada em relação a esse mesmo fato, em segmentos descontínuos de um texto. (GII)

 

Atividade

 

Qual das frases retiradas do texto apresenta uma opinião?

 

a)  Fui ver o incrível Pilobolus, um grupo de dança americano…

b)  …educação é fundamental na vida.

c)  Que corpo esse bailarino tem, hein?

d) Queria pedir gelo pro meu refrigerante.

 

Orientações e comentários

Ajudar ao aluno reconhecer, na composição de um texto, argumentos relativos a um fato. Ajuada-lo a distinguir o fato a que os argumentos estão relacionados e compreender o sentido desta relação.

 

 

Texto sugerido: “A costureira das fadas”

 

Depois do jantar o príncipe levou Narizinho à casa da melhor costureira do reino. Era uma aranha de Paris, que sabia fazer vestidos lindos, lindos até não poder mais! Ela mesma tecia a fazenda, ela mesma inventava as modas.
– Dona Aranha, disse o príncipe, quero que faça para esta ilustre dama o vestido mais bonito do mundo. Vou dar uma grande festa em sua honra e quero vê-la deslumbrar a corte.
Disse e retirou-se. Dona Aranha tomou da fita métrica e, ajudada por seis aranhinhas muito espertas, principiou a tomar as medidas. Depois teceu depressa, depressa, uma fazenda cor-de-rosa com estrelinhas douradas, a coisa mais linda que se possa imaginar. Teceu também peças de fitas e peças de renda e peças de entremeios – até carretéis de linha de seda fabricou.
– Que beleza! – ia exclamando a, menina, cada vez mais admirada dos prodígios da costureira. – Conheço muitas aranhas em casa de vovó, mas todas só sabem fazer teias de pegar moscas; nenhuma é capaz de fazer nem um paninho de avental…
– É que tenho mil anos de idade – explicou dona Aranha – e sou a costureira mais velha do mundo. Aprendi a fazer todas as coisas. Já trabalhei durante muito tempo no reino das fadas; fui quem fez o vestido de baile de Cinderela e quase todos os vestidos de casamento de quase todas as meninas que se casaram com príncipes encantados.
– E para Branca de Neve, também costurou?
– Como não? Pois foi justamente quando eu estava tecendo o véu de noiva de Branca que fiquei aleijada. A tesoura caiu-me sobre o pé esquerdo, rachando o osso aqui neste lugar. Fui tratada pelo doutor Caramujo, que é um médico muito bom. Sarei, embora ficasse manca pelo resto da vida.
– Acha que esse tal doutor Caramujo é capaz de curar uma boneca que nasceu muda? – perguntou a menina.
– Cura, sim. Ele tem umas pílulas que curam todas as doenças, exceto quando o doente morre.
Enquanto conversavam dona Aranha ia trabalhando no vestido.
– Está pronto, disse ela por fim. Vamos prová-lo.
Narizinho vestiu-se, indo ver-se ao espelho.
– Que beleza! – exclamou, batendo palmas. – Estou que nem um céu aberto!…
E estava mesmo linda. Linda, tão linda no seu vestido de teia cor-de-rosa com estrelinhas de ouro, que até o espelho arregalou os olhos de espanto.
Trazendo em seguida o seu cofre de jóias, dona Aranha pôs na cabeça da menina um diadema de orvalho, e braceletes de rubis do mar nos braços, e anéis de brilhantes do mar nos dedos, e fivelas de esmeraldas do mar nos sapatos, e uma grande rosa do mar no peito. Mais linda ainda ficou Narizinho, tão mais linda que o espelho arregalou um pouco mais os olhos, começando a abrir a boca.
– Pronto? – perguntou a menina, deslumbrada.
– Espere – respondeu Dona Aranha Costureira. Faltam os pós de borboleta.
E ordenou às suas seis filhinhas que trouxessem as caixas de pó de borboleta. Escolheu o mais conveniente, que era o famoso pó Furta-todas-as-Cores, de tanto brilho que parecia pó de céu-sem-nuvens misturado com pó de sol-que-acaba-de-nascer. Polvilhada com ele a menina ficou tal qual um sonho dourado! Linda, tão linda, tão mais, mais, mais linda, que o espelho foi arregalando ainda mais os olhos, mais, mais, até que – crac!… – rachou de alto a baixo em seis fragmentos!
Em vez de ficar danada com aquilo, como Narizinho esperava, dona Aranha pôs-se a dançar de alegria.
– Ora graças! – exclamou num suspiro de alívio. Chegou afinal o dia da minha libertação. Quando nasci uma fada rabugenta que detestava minha pobre mãe, virou-me em aranha, condenando-me a viver de costura a vida inteira. No mesmo instante, porém, uma fada boa surgiu e me deu esse espelho com estas palavras: “No dia em que fizeres o vestido mais lindo do mundo, deixarás de ser aranha e serás o que quiseres”.
– Que bom! Aplaudiu Narizinho. – E no que vai a senhora virar?
– Não sei ainda, respondeu a aranha. – Tenho de consultar o príncipe.
– Sim, mas não vire em nada antes de fazer destes retalhos um vestido para a Emília. A pobrezinha não pode comparecer ao baile assim em fraldas de camisa como está.
– Agora é tarde, menina. O encantamento está quebrado; já não sou costureira. Mas minhas filhas poderão fazer o vestido da boneca. Não sairá grande coisa, porque não têm a minha prática, mas há de servir. Onde está a senhora Emília?
Narizinho não sabia. Depois que furtou os óculos da velha e saiu correndo, ninguém mais vira a boneca.
Dona Aranha voltou-se para as seis aranhinhas.
– Minhas filhas – disse ela, – o encanto está quebrado e logo estarei virada no que quiser. Vou, portanto, abandonar esta vida de costureira, deixando a vocês o meu lugar. O encantamento continua em vocês. Cada uma tem de conservar um pedaço do espelho e passar a vida costurando até que consiga um vestido que o faça rachar de admiração, como sucedeu ao espelho grande.
Nisto o príncipe apareceu. Narizinho contou-lhe toda a história, inclusive a atrapalhação da aranha quanto à escolha do que havia de ser.
O príncipe observou que seu reino estava com falta de sereias, sendo muito do seu agrado que ela virasse sereia.
– Nunca! – protestou Narizinho, que era de muito bons sentimentos. – Sereias são criaturas malvadas, cujo maior prazer é afundar navios. Antes vire princesa.
Houve grande discussão, sem que nada fosse decidido. Por fim a aranha resolveu não virar em coisa nenhuma.
– Acho melhor ficar no que sou. Assim, manca duma perna, se viro princesa ficarei sendo a Princesa Manca; se viro sereia, ficarei sendo a Sereia Manca – e todos caçoarão de mim. Além do mais, como já sou aranha há mil anos estou acostumadíssima.
E continuou aranha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tema 4 – Recuperação da intertextualidade e estabelecimento de relações entre textos

 

7º ANO

 

H22 – Inferir o efeito de humor produzido em um texto pelo uso intencional de palavras, expressões ou imagens ambíguas. (GIII) – (Matriz da 4ª série/5º ano)

 

 

ATIVIDADE

 

Observe a tirinha da “Mafalda” e responda

 

 

 

 

Disponível em http://clubedamafalda.blogspot.com.br/,

 

O humor apresentado na tirinha se dá :

 

  1. No interesse dos pais em conhecer as brincadeiras dos filhos.
  2. No fato de eles estarem brincando.
  3. Na consciência das crianças em analisarem os problemas do mundo.
  4. No fato de ambas as crianças terem a mesma opinião sobre a situação.

 

Orientações e comentários

 

O humor é produzido aqui a partir dos por elementos verbais e não verbais presentes. Percebemos ser fundamental para a compreensão do humor nesse texto o conhecimento prévio sobre as histórias da personagem “Mafalda” e também do contexto que envolve a história acima. Esse contexto poderia ser entendido da seguinte maneira: as crianças não pensam nos problemas do mundo, elas apenas estão interessadas em brincadeiras, não possuindo qualquer senso de responsabilidade.

 

É justamente aí que o humor é produzido: com a quebra de expectativas do leitor representado, dentro do texto, pelo adulto. O humor, nesse caso, também confunde-se com a crítica a um comportamento recorrente na sociedade e criticado por Quino: a falta de preocupação e consciência do mundo em que vivemos.

 

Na questão, o aluno deveria perceber a visão estigmatizada que se tem das crianças e da ruptura comentada acima. Isso o levaria a entender como correta a alternativa C.

9º ANO

 

H20 – Justificar, com base nas características dos gêneros, diferenças ou semelhanças no tratamento dado a uma mesma informação veiculada em textos diferentes (GIII).

 

Textos para a atividade.

 

A namorada

Manoel de Barros
Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.

 

A namorada

Carlinhos Brown

 

 

Eeeh Bicho!
O broto do seu lado
Já teve um namorado
E teme um compromisso

Gavião
Há sempre um do seu lado
Se diz gato malhado
Mas não é nada disso…

 

A namorada, tem namorada, êtaaa!
A namorada, tem namorada…

Tem Irmão
Grudado em sua cola
Na porta da escola
Mas não tem chance não

Pai juiz
A leva pro cinema
Com mais cinco morenas
O que mais sempre quis…

 

A namorada, tem namorada, êtaaa!
A namorada, tem namorada…


 

 

 

 

 

 

 

 

Atividade

 

Sobre os textos, podemos dizer que

a)      Embora tenhamos o relato dos eu-líricos sobre as dificuldades em se aproximar de uma garota de quem se está interessado, os textos referem-se a épocas diferentes

b)      Expressões como “e-mail”, “gato malhado”, “Eeeh Bicho!”, “êtaa!” são indicativos de  os dois textos tratam não apenas do mesmo assunto, mas do relacionamento entre duas pessoas nos tempos atuais

c)      Em seu texto “A namorada”, Carlinhos Brown ao falar do “bicho” e do “gato malhado” está querendo fazer referência a “onça” dita por Manoel de Barros

d)      Ambos os textos falam que namorar alguém, tanto nos dias atuais, quanto antigamente, na época de nossos pais e avós,  continua a mesma coisa.

 

Orientações e comentários

Sugestão para trabalho de leitura e interpretação dos textos da atividade. O objetivo será, também, possibilitar ao aluno uma ampliação do conceito de intertextualidade.

1- Leitura prazerosa e interpretativa do poema. Leitura da música.

2- Destacar expressões e vocábulos que não fazem parte do cotidiano do aluno.

3- Demonstrar conhecimento sobre a estrutura do gênero poema/música.

4- Transformar o gênero poema “A namorada” de Manoel de Barros em uma narrativa em prosa.

5- Transformar o poema “A namorada” de Manoel de Barros em uma notícia, observando o contexto de época.

6- Elabore uma entrevista com a namorada. Imagine como ela se sente nessa situação e coloque as respostas em nome dela.

7- Elabore uma receita de como arranjar namorado no tempo do onça.

8- Escreva um e-mail imaginando a mesma situação, só que nos dias atuais, em nome do namorado para a namorada.

9- Em que situação comunicativa cada texto acima poderia ser escrito?

10- Quais os possíveis interlocutores de cada texto produzido nas questões anteriores?

As etapas de 4 a 10, a critério do professor, podem ser modificadas tendo como ponto de partida a música “A namorada”, de Carlinhos Brown.

 

 

 

Tema 5 – Reflexão sobre os usos da língua falada e escrita

 

9º ANO EF/ 1º ANO EM

 

H22 – Identificar o uso adequado de concordância verbal e concordância nominal com base na definição e exemplo. (GI)

 

Poesia “Não”, de Álvaro de Campos, pseudônimo de Fernando Pessoa.

Referência: Caderno do Aluno – Volume 2 – 1ª. Série – Página 48 – Exercício 3 (Adaptado).

 

Não

 

Não: devagar.

Devagar, porque não sei

Onde quero ir.

entre mim e os meus passos

Uma divergência instintiva.

entre quem sou e estou

Uma diferença de verbo

Que corresponde à realidade.

Devagar…

Sim, devagar…

Quero pensar no que quer dizer

Este devagar…

Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.

Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.

Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima…

Talvez isso tudo…

Mas o que me preocupa é esta palavra devagar…

O que é que tem que ser devagar?

Se calhar é o universo…

A verdade manda Deus que se diga.

Mas ouviu alguém isso a Deus?

 

Orientações e comentários

 

Inicialmente foi dado aos alunos o conceito de verbo no infinitivo: É a forma nominal dos verbos que exprime o estado ou ação sem designar número (singular ou plural), nem pessoa (Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles) e se caracteriza pela terminação – conjugação –AR (falar, cantar etc), -ER (correr, manter etc), –OR (pôr e seus derivados compor, impor etc) e -IR (sorrir, proibir etc.).

 

Em seguida, foi dado o conceito de verbo conjugado: É quando o verbo está flexionado por modo (Indicativo, Subjuntivo, Imperativo), tempo (Presente, Pretérito – passado – e Futuro), número (singular e plural) e pessoas (Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles e os respectivos femininos).

 

A proposta feita aos alunos foi a de passarem todos os verbos do tempo Presente, que estão destacados na poesia “Não”, para os tempos Pretérito Perfeito e Pretérito Imperfeito. Eles deveriam, também, indicar a forma de cada um no Infinitivo e a Pessoa do Sujeito.

 

Para tanto, coloquei na lousa o esqueleto de uma tabela em que estavam relacionados na primeira coluna todos os verbos destacados na poesia e os alunos deveriam completá-la com os mesmos verbos nos tempos verbais solicitados.

 

Presente Pessoa (suj.) Pretérito Perfeito Pretérito Imperfeito Infinitivo
Sei 1ª. singular soube sabia saber
Quero 1ª. singular quis queria querer
3ª. singular houve havia haver
sou 1ª. singular fui era ser
estou 1ª. singular estive estava estar
corresponde 3ª. singular correspondeu correspondia corresponder
quer 3ª. singular quis queria querer
preocupa 3ª. singular preocupou preocupava preocupar
é 3ª. singular foi era ser
tem 3ª. singular teve tinha ter
manda 3ª. singular mandei mandava mandar

 

Após correção na lousa, foi proposta a releitura do poema por três alunos. Cada um deles leu num tempo verbal, conforme estudado na tabela acima. O primeiro fez a leitura do texto original (com os verbos no tempo Presente); na sequência, o segundo procedeu a leitura mudando os verbos para o Pretérito Passado e, por último, o terceiro aluno fez a mesma leitura mudando o tempo dos verbos para o Pretérito Imperfeito. Dessa forma, a releitura do poema ficou parecida com um jogral:

 

Aluno 1: … Devagar, porque não sei.

Aluno 2 : … Devagar, porque não soube.

Aluno 3: … Devagar, porque não sabia.

 

E assim, sucessivamente, com cada verso do poema.

Para concluir a atividade, os alunos foram questionados a pensar que mudança de sentido (compreensão) o tempo verbal provoca, não só nesse texto como em todos os outros de diferentes gêneros textuais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tema 6 – Compreensão de textos literários

 

7º ANO

 

H39 – Inferir a moral de uma fábula, estabelecendo relação entre a moral e o tema da fábula (GIII)

 

O urso e os viajantes

Dois homens seguiam lado a lado pela estreita estrada que atravessava a floresta, quando a certa altura do caminho encontraram um urso enorme que vinha vindo em sentido contrário. O viandante que primeiro avistou a fera não hesitou um segundo: correu imediatamente para a árvore mais próxima e subiu nela até o último galho, pondo-se a salvo.

 

Mas o outro ficou meio perdido, e como não sabia o que fazer deitou-se no chão e ficou completamente imóvel, fingindo-se de morto. O urso então se aproximou dele e ficou cheirando suas orelhas durante algum tempo, como se estivesse tentando reconhecer alguma coisa através do faro, até que finalmente, talvez achando que o homem a seus pés não estava mais vivo, endireitou o corpo e afastou-se lentamente.

 

Passados alguns minutos o viajante que estava em cima da árvore desceu de lá, aproximou-se do companheiro ainda deitado e perguntou curioso:
– O que foi que o urso cochichou em seu ouvido?

 

E este respondeu:
– Ora, ele só me aconselhou a pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos ao menor sinal de perigo.

 

Moral da história: A desgraça põe à prova a sinceridade daqueles que se dizem amigos.

Baseado em uma fábula de Esopo.

 

 

 

Orientações e comentários

 

  1. Leitura compartilhada;
  2. Cada aluno lê a fala de um dos personagens, e em cima da leitura trabalhar os tipos de discurso: direto, indireto e indireto livre;
  3. Retomar as características do gênero narrativo “Fábula”.
  4. Qual o tema da Fábula?
  5. Qual a moral da fábula?

 

 

 

 

QUADRO COMPARATIVO – COMPETÊNCIAS DO SUJEITO, OBJETOS DO CONHECIMENTO E HABILIDADES

 

A proposta aqui foi estabelecer uma relação entre competências de sujeito, temas e habilliades com o objetivo de visualizar mais claramente o que se espera de um aluno ao final do 7º ano. Foram escolhidos os temas 1, 2 e 6 para essa primeira reflexão. Para cada um desses temas foram construídas algumas atividades com função diagnóstica.

 

TEMA 1 – RECONSTRUÇÃO DAS CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO E RECEPÇÃO DOS TEXTOS

 

Competências para observar

4ª série 6ª série
H01 – Identificar a finalidade de um texto, mobilizando conhecimentos prévios sobre o formato do gênero, tema ou assunto principal.

 

H02 – Identificar os possíveis elementos constitutivos da organização interna dos gêneros não literários:

  • histórias em quadrinhos
  • regulamentos
  • receitas
  • cardápios
  • procedimentos
  • instruções de jogos
  • cardápios
  • indicações escritas em embalagens
  • verbetes de dicionário ou de enciclopédia
  • textos informativos de interesse escolar
  • curiosidades (você sabia?)
  • notícias
  • cartazes informativos
  • folhetos de informação
  • cartas pessoais
  • bilhetes.

 

H03 – Identificar os interlocutores prováveis de um texto, considerando o uso de expressão coloquial, jargão, gíria ou falar regional.

 

H01 – Identificar o provável público-alvo de um texto, sua finalidade e seu assunto principal

 

 

H02 – Identificar os possíveis elementos constitutivos da organização interna dos gêneros escritos não literários:

  • propagandas institucionais
  • regulamentos
  • procedimentos
  • instruções para jogos
  • textos informativos de interesse curricular
  • verbetes de dicionário ou enciclopédia
  • definições
  • notícias
  • folhetos de informação
  • indicações escritas em embalagens
  • cartas-resposta
  • ilustrações
  • tabelas

 

 

 

H03 – Identificar os interlocutores prováveis de um texto, considerando o uso de expressão coloquial, jargão, gíria ou falar regional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

H01 – Identificar a finalidade de um texto, mobilizando conhecimentos prévios sobre o formato do gênero, tema ou assunto principal. (4ª série)

 

 

 

1) O objetivo do texto acima é

a) orientar as pessoas sobre o desperdício de água

b) orientar a quantidade de sabão adequada para lavar as mãos

c) orientar as pessoas sobre a maneira adequada de se lavar as mãos

d) definir o tempo de 20 segundos para que as mãos estejam limpas

e) dizer que não se lavam as mãos sem o uso de uma solução de base alcoólica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

H02 – Identificar os possíveis elementos constitutivos da organização interna dos gêneros escritos não literários: receita (4ª e 6ª séries)

 

BOLO DE CHOCOLATE

 

 

INGREDIENTES

 

3/4 xícara(s) (chá) de margarina
3/4 xícara(s) (chá) de açúcar
1/2 colher(es) (chá) de essência de baunilha
200 gr de chocolate meio amargo derretido(s)
1 unidade(s) de ovo
1 1/4 xícara(s) (chá) de farinha de trigo peneirada(s)
1/2 colher(es) (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher(es) (sopa) de fermento químico em pó
3/4 xícara(s) (chá) de água
1/2 xícara(s) (chá) de chocolate picado(s)

 

MODO DE PREPARO

Bata na batedeira, a margarina com o açúcar. Junte a essência de baunilha e o chocolate derretido. Bata. Acrescente o ovo e bata muito bem. Misture a farinha, o fermento e o bicarbonato e adicione à mistura, alternando com a água. Bata bem. Coloque numa assadeira pequena, untada e polvilhada. Salpique com o chocolate picado. Leve ao forno moderado, por cerca de 30 minutos. Desenforme depois de frio.

 

2.) O texto acima é

a) uma propaganda

b) uma receita

c) uma notícia

d) uma carta

e) um verbete de dicionário

 

3.) O “MODO DE PREPARO”

a) descreve os passos necessários para se fazer o bolo

b) apresenta os ingredientes e as quantidades necessárias

c) diz que devemos usar sal no bolo

d) orienta que o bolo deve ser levado ao forno numa temperatura baixa

e) não orienta o uso da batedeira  para bater os ingredientes

 

 

 

H01 – Identificar o provável público-alvo de um texto, sua finalidade e seu assunto principal   (6ª série)

 

4.) Sabendo que o texto foi publicado em uma revista, podemos dizer que ele foi escrito para

a) uma mãe

b) pessoas que gostam de cozinhar

c) uma criança que, mesmo sem a permissão da mãe, mexe no fogão

d) um professor

c) alguém que não goste de bolo de chocolate

 

Texto para a questão 5.

 

 

 

5.) O objetivo do texto é fazer com que as pessoas

a) não se esqueçam de se agasalhar no frio

b) doem agasalhos e cobertores para serem distribuídos a entidades e pessoas carentes

c) tomem cuidado para não ficarem gripadas ou com dor de garganta

d) cuidem para que as crianças não fiquem sem proteção contra o frio

e) doem roupas e calçados para distribuição aos menos favorecidos

 

 

 

 

 

TEMA 2 – RECONSTRUÇÃO DOS SENTIDOS

 

Competências para observar

4ª série 6ª série
H04 – identificar o sentido denotado de vocábulo ou expressão utilizados em segmento de um texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere.

 

H05 – Localizar item de informação explícita, posicionado em segmento inicial de um texto, considerando um único critério para recuperar a informação (o quê, quem, quando, onde, como, por quê).

 

H06 – Localizar item de informação explícita, com base na compreensão global de um texto.

 

H07 – Localizar itens de informação explícita, distribuídos ao longo de um texto.

 

H08 – Localizar itens de informação explícita em um texto, com base em uma dada proposição afirmativa de conhecimento de mundo social.

 

H09 – Localizar itens de informação explícita, relativos à descrição de características de determinado objeto, lugar ou pessoa, em um texto.

H04 – Localizar item de informação explícita, posicionado em segmento inicial de um texto, considerando um único critério para recuperar a informação (o quê, quem, quando, onde, como, por quê).

 

H05 – Localizar itens de informação explícita, relativos à descrição de características de determinado objeto, lugar ou pessoa, em um texto.

 

H06 – Localizar itens de informação explícita, distribuídos ao longo de um texto.

 

 

Competências para realizar

4ª série 6ª série
H10 – Organizar, na sequência em que aparecem, itens de informação explícita, distribuídos ao longo de um texto.

 

H11 – Estabelecer relações entre imagens (foto ou ilustração) e o corpo do texto, comparando itens de informação explícita.

H07 – Organizar em sequência itens de informação explícita, distribuídos ao longo de um texto, com base em suas relações temporais.

 

 

Competências para compreender

4ª série 6ª série
H12 – Inferir informação pressuposta ou subentendida em um texto com base nos recursos gráfico-visuais presentes

 

H13 – Inferir tema ou assunto principal de um texto, com base em informações contidas em título, subtítulo ou corpo do texto.

 

H14 – Selecionar legenda ou título apropriado para um texto escrito ou uma foto.

H08 – Inferir informação pressuposta ou subentendida, com base na compreensão global de um texto.

 

H09 – Inferir tema ou assunto principal de um texto, com base em sua compreensão global.

 

H10 – Selecionar legenda ou título apropriado para um texto escrito ou ilustração

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto para as questões 6, 7 e 8.

Casos de dengue chegam a 107 mil no Rio de janeiro, com 80 mortes

26 de maio de 2011

RIO – As notificações de casos de dengue chegaram a 107.227 no estado do Rio, com 80 mortes. Os números foram divulgados na quarta-feira, 25, pela Secretaria de Saúde do Estado e são referentes ao período de 2 de janeiro a 21 de maio. O maior número de mortes ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, com 30 casos.

Apesar do crescimento do número de casos, a secretaria afirmou que a tendência é declínio. O pico da doença, segundo o boletim epidemiológico, foi no mês de abril, quanto atingiu 41.682 mil casos. Em maio, nas três primeiras semanas, foram notificados 11.232 casos.

A dengue matou pessoas ainda em São Gonçalo (8), Nova Iguaçu (7), Duque de Caxias (6) e São João de Meriti (4). Os municípios de Magé, Mesquita, Itaocara, Rio das Ostras, Barra Mansa, Belford Roxo, Campos dos Goytacazes, Volta Redonda e Barra Mansa registraram duas mortes cada. Cabo Frio, Maricá, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jesus de Itabapoana, Itaperuna, Angra dos Reis, Queimados, Seropédica, Casemiro de Abreu, Italva e Pinheiral, uma morte por município.

H09 – Inferir tema ou assunto principal de um texto, com base em sua compreensão global.

6) A notícia publicada no jornal “O Estado de São Paulo” refere-se

a) aos 41.682 mil casos de dengue registrados em abril

b) aos 30 casos de mortes por dengue na cidade do Rio de Janeiro

c) ao problema da dengue na zona portuária do Rio

d) ao aumento dos casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro

e) ao perigo da dengue chegar na cidade de São Paulo

 

 

H06 – Localizar itens de informação explícita, distribuídos ao longo de um texto.

 

7) O maior número de mortos pela dengue foi registrado

a) na cidade do Rio de Janeiro

b) no município de São Gonçalo

c) em São João do Meriti

d) em Pinheiral e Nova Iguaçu

e) em Magé, Mesquita, Itaocara, Rio das Ostras, Barra Mansa, Belford Roxo, Campos dos Goytacazes, Volra Redonda e Barra Mansa

 

8) Segundo a notícia, é ERRADO dizer que

a) os casos de dengue diminuíram se comparados abril e maio

b) os casos de dengue aumentaram se comparados abril e maio

c) as mortes chegaram a 80, com 107 mil casos da doença

d) o município de Casemiro de Abreu teve apenas 1 morte até o momento

e) os dados apresentados pela notícia foram divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado do Rio de janeiro em 25 de maio

TEMA 6 – COMPREENSÃO DE TEXTOS LITERÁRIOS

 

Competências para observar

4ª série 6ª série
H25 – Identificar o sentido conotado de vocábulo ou expressão utilizados em segmentos de um texto literário, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere.

 

H26 – Identificar o efeito de sentido produzido em um texto literário pela exploração de recursos ortográficos ou morfossintáticos.

 

H27 – Identificar o efeito de sentido produzido em um texto literário pelo uso intencional de pontuação expressiva (interrogação, exclamação, reticências, etc.)

 

H28 – Identificar o conflito gerador de uma narrativa literária, considerando marcas explícitas no enunciado.

 

H29 – identificar o segmento de uma narrativa literária em que o enunciador determina o desfecho do enredo.

 

H30 – Identificar episódios principais de uma narrativa literária, organizando-os em sequência lógica.

 

H31 – Identificar marcas do foco narrativo no enunciado de um texto literário.

 

H32 – Identificar marcas de lugar, tempo ou de época no enunciado de uma narrativa literária.

 

H33 –Identificar as personagens de uma narrativa literária.

 

H34 – Identificar o enunciador do discurso direto, em um segmento de narrativa literária.

 

H35 – Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação, metáfora), em segmentos de um poema, a partir de uma dada definição.

 

H36 – Identificar uma interpretação adequada para um determinado texto literário

H24 – identificar o sentido conotado de vocábulo ou expressão utilizados em segmentos de um texto literário selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere.

 

H25 – Identificar o efeito de sentido produzido em um texto literário pela exploração de recursos ortográficos ou morfossintáticos.

 

H26 – Identificar o efeito de sentido produzido em um texto literário pelo uso intencional de pontuação expressiva (interrogação, exclamação, reticências, aspas, etc.)

 

H27 – Identificar o segmento de uma narrativa literária em que o enunciador determina o desfecho do enredo.

 

H28 – Identificar marcas de lugar, tempo ou de época no enunciado de uma narrativa literária.

 

H29 – Identificar marcas do foco narrativo no enunciado de uma narrativa literária.

 

H30 – Identificar o discurso direto de uma personagem num enunciado de narrativa literária.

 

H31 – Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação, metáfora, metonímia) em segmentos de um poema, a partir de uma dada definição.

 

H32 – identificar referências a fatos históricos em textos literários.

 

H33 – A partir de dada interpretação de um texto literário, identificar segmentos do texto que podem ilustrar essa interpretação.

 

Competências para realizar

4ª série 6ª série
H37 – Associar o uso de determinados recursos gráficos, sonoros ou rítmicos ao tema do poema H34 – Associar o uso de determinados recursos gráficos, sonoros ou rítmicos ao tema de um poema.

 

H35 – organizar os episódios principais de uma narrativa literária em sequência lógica.

 

Competências para compreender

4ª série 6ª série
H38 – Inferir informação pressuposta ou subentendida em um texto literário, com base em sua compreensão global.

 

H39 – Inferir a moral de uma fábula, estabelecendo sua relação com o tema.

 

H40 – Inferir o efeito de humor produzido em um texto literário pelo uso intencional de palavras ou expressões.

H36 – Inferir informação pressuposta ou subentendida em um texto literário, com base na sua compreensão global.

 

H37 – Inferir o conflito gerador de uma narrativa literária, avaliando as relações de causa e efeito que se estabelecem entre segmentos do texto.

 

H38 – Inferir o papel desempenhado pelas personagens em uma narrativa literária.

 

H39 – inferir a moral de uma fábula, estabelecendo relação entre a moral e o tema da fábula.

 

H40 – inferir o efeito de humor ou ironia produzido em um texto literário pelo uso intencional de palavras ou expressões.

 

 

Texto para as questões 9 e 10.

 

O leão e o rato

Ao deixar seu buraquinho,
viu-se o pobre do Ratinho
entre as patas do Leão.
Levou um susto sem nome.
Acontece que o felino,
talvez por não estar com fome,
não quis o Rato matar

Gesto que não foi em vão.
Quem iria imaginar
que um simples rato pudesse
um dia o Leão salvar?

Pois é isso que acontece!

Pensando em matar a sede,
o Leão buscava o rio
quando caiu numa rede.

O bicho ficou bravio
e embora se debatesse
não lograva se livrar.

Chegou o Ratinho, então,
roeu os fios da rede
e libertou o Leão.

 

 

H26 – Identificar o efeito de sentido produzido em um texto literário pelo uso intencional de pontuação expressiva (interrogação, exclamação, reticências, aspas, etc.)

9) A pergunta presente na segunda estrofe expressa

a) um conselho

b) uma dúvida

c) uma sugestão

d) uma surpresa

e) uma negação

 

 

H36 – Inferir informação pressuposta ou subentendida em um texto literário, com base na sua compreensão global.

 

10) O Leão ao cair na rede

a) sabia que o rato o salvaria, pagando, assim, a sua dívida

b) esperou pacientemente o rato para salvá-lo

c) ficou bravo, querendo a todo o custo livrar-se da armadilha

d) esqueceu que estava com sede

e) roeu os fios

 


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